Dar feedback para os colaboradores é muito importante

Uma palavra em inglês que gera relações. O feedback é um processo de retroalimentação, ou seja, caracteriza-se por dar e receber informações a medida em que vão ocorrendo interações. É uma prática bastante comum nas empresas a fim de encorajar, criar confiança e visar a solução de problemas e o aprimoramento das habilidades dos colaboradores.

Embora muito presente no mundo corporativo, ele precisa ser aplicado de forma correta, a fim de evitar ruídos entre colaboradores e gestores. A ação, segundo um estudo global do Top Employers Institute, é considerada pelos profissionais como a melhor forma de medição de desempenho.

O feedback pode envolver aspectos operacionais tais como qualidade, quantidade, produtividade, processos de trabalho e também variáveis comportamentais. Conforme o coach Hamilton Teruaki Mitsumune, um dos papéis do feedback é informar o profissional sobre seu desempenho, conduta ou resultado.   

“É um importante recurso permitindo ao indivíduo perceber como é visto pelos outros, corrigindo-se a percepção entre líder e liderado. Não é queixa, bronca, conselho ou mesmo lição de moral. É uma ferramenta para que comportamentos impróprios sejam alterados e as relações entre pessoas se tornem mais fáceis”, escreve o coach ao portal Administradores.

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Necessidade de um feedback correto

Compreender a importância do feedback constante e bem feito para o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores é um dos pontos essenciais de uma boa liderança. Parte das tarefas de um líder, para que a ação tenha o efeito desejado é preciso cuidado para não causar um resultado inverso.

“É essencial que os líderes tenham a capacidade de dizer no que a equipe pode melhorar, como também a si mesmo”, afirma André Silva, que é palestrante e consultor de motivação e vendas em um artigo do site de empregos Catho. “Reconhecer as potencialidades do seu liderado é uma das principais características do líder alta performance”, acrescenta.

Embora as equipes necessitem de um líder, é fundamental que essa pessoa seja capaz de estimular bons resultados, encorajar novos posicionamentos e também saibam dar feedbacks da melhor forma, sejam positivos ou negativos, quando há. Para que o aprendizado possa ocorrer, é preciso que o emissor aponte caminhos mais produtivos e enriquecedores.

A coach e fundadora da Positive Transformation Coaching, Bibianna Teodori, em entrevista para o portal da Catho, separou algumas dicas para dar um feedback correto, eficaz e sem constrangimento, colaborando para o desenvolvimento da equipe e a melhoria dos processos e resultados organizacionais.

  • Seja imparcial

Descreva o comportamento ou o acontecimento que merece atenção, exatamente como ocorre, sem fazer juízo de valores.

  • Vá direto ao ponto

Seja específico, não generalista. Pense na pergunta: qual comportamento deve ser melhorado ou aprimorado?

  • Pense no colaborador

O feedback deve ser voltado para a necessidade do receptor, e não do emissor. A ação não é feita para extravasar raiva, decepção ou qualquer emoção negativa.

  • Crie a cultura

Ajude a tornar o feedback algo solicitado, positivo, bem recebido e não imposto. Se você quer fazer uma bela colheita, precisa de terra e sementes saudáveis.

  • Não deixe para depois

Dê o feedback rapidamente, logo após um acontecimento. Quanto maior a demora, maiores são as chances de pontos cruciais serem esquecidos.

  • Fique de olho

Tente validar se o feedback foi absorvido. Existe uma grande diferença entre ouvir e escutar. Ouvir efetivamente significa entender e observar as informações transmitidas.

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E se eu não der feedback?

Muitos gestores nas empresas ainda não utilizam o feedback como ferramenta de gestão, gerando consequências graves a curto, médio e longo prazo. Baseado no site Feedback Manager, separamos as 5 principais consequências para este tipo de gestor e, logicamente, para a empresa que ainda resiste em utilizar o feedback como ferramenta de gestão.

1º: Falta de reconhecimento pelo bom desempenho.

O gestor que não dá feedback não dá o devido reconhecimento ao bom desempenho do seu colaborador. A sensação de quem não recebe um feedback positivo é a de que seu trabalho não tem valor e seu esforço não está sendo percebido. Como consequência, a pessoa inevitavelmente perde o interesse pela atividade, perde comprometimento e sua produtividade irá cair.

2º: A orientação para as metas não ocorre.

Sem feedback não há metodologia de trabalho. Delegar por delegar pode ser perigoso. Quem não é corretamente orientado sobre as atividades não tem parâmetros para compreender as reais expectativas sobre seu desempenho. Como consequência, as pessoas ficam sem referência sobre o quanto seu trabalho tem sido ou não produtivo e perdem a orientação para alcançar metas.

3º: Os talentos não vão aguentar.

Pessoas talentosas exigem feedback constante. Um dos principais motivos pelos quais elas tem talento é justamente por sempre buscarem referências que norteiem seus esforços e possam apoiá-lo para alcançar um desempenho cada vez melhor. Se não tiverem feedback, não conseguem aprimorar sua eficiência e, portanto, irão sair da empresa e procurar um ambiente mais propício para crescerem como profissionais e como pessoas. Como consequência, os concorrentes ganharão novos “aliados”.

4º: O clima da empresa fica péssimo.

Ao não criar um canal de comunicação entre as pessoas da empresa – não apenas sobre seu desempenho direto, mas sobre todas as diversas questões complexas das relações de trabalho – a empresa perde sua identidade. A prática do feedback cria um espaço para uma troca muito rica de cultura e conhecimento, principalmente comportamental. Onde não ocorre o feedback o clima organizacional perde grandes possibilidades de promover relações de trabalho e pessoais extremamente construtivas e fomentadoras de um ambiente alegre e criativo. Como consequência, a organização perde diferencial competitivo.

5º: A rádio peão.

O gestor que não dá feedback é conivente para que a troca de informações entre as pessoas da equipe ocorra de maneira desordenada. Iniciam-se então as fofocas, mentiras e distorções que, como não foram bem resolvidas através de um feedback efetivo, se tornam “bolas de neve” crescendo dentro da empresa. Como consequência, a equipe começa a criar círculos viciosos de comunicação não produtiva, provocando desentendimentos e relações sem confiança.

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Com informações

Feedback para os funcionários

A importância do feedback para o profissional e para a empresa

Hamilton Teruaki Mitsumune

A importância do feedback

Positive Transformation Coaching

Dartagnan Costa

Advogado OAB/RS 72.784 Diretor na empresa Dartagnan & Stein Sociedade de Advogados, atuando no mercado do Rio Grande do Sul. Bacharel e Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul Especialista em Direito Tributário pela Universidade Cândido Mendes Especialista em Direito Empresarial do Trabalho pela Universidade Cidade de São Paulo MBA em Direito da Economia e da Empresa pela Fundação Getúlio Vargas

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