Análise Swot: em busca de pontos fortes e fracos

O fim de ano está chegando e com ele vem as perspectivas e planejamentos para o próximo ano. Período que os empresários devem analisar os pontos fortes e fracos, rever conceitos e pensar nas estratégias para o ano que está vindo. E uma das formas mais produtivas para isso é utilizar a Análise Swot.

Ela é considerada uma ferramenta clássica da administração, pois incentiva o empreendedor a analisar sua empresa sobre diversas perspectivas de forma simples, objetiva e propositiva, pois avalia o cenário em que um negócio está inserido. Isso é, ambientes internos e externos, com a finalidade de otimizar o desempenho da instituição e se decidir pelo caminho certo a seguir.

De acordo com o blog da Ingage Digital, a análise SWOT foi criada nos anos 60, na Universidade de Stanford, em um projeto de pesquisa que estudava as 500 maiores corporações dos Estados Unidos na época, analisando e cruzando os seus dados de forma sistemática.

No Brasil, a análise SWOT (conhecida como Matriz FOFA) também é bastante aplicada. Não importa qual seja o seu nicho mercadológico, pequenas, médias e grandes empresas (até mesmo multinacionais) podem — e devem — realizar essa análise, se desejam obter informações significativas para o planejamento do futuro organizacional.

SWOT é uma sigla em inglês dos termos Strengths (pontos fortes), Weaknesses (pontos fracos), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Os pontos fortes e fracos, em geral, estão dentro da própria empresa, enquanto as oportunidades e as ameaças, na maioria dos casos, têm origem externa.

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Como montar uma matriz SWOT?

O primeiro passo para colocar em prática essa técnica estratégica, segundo a Endeavor, é definir quais são os pontos fracos e fortes do ambiente interno do negócio, ou seja, o que é controlado pela empresa. Por fim, deve-se analisar o ambiente externo do negócio, ou seja, o que a empresa não consegue controlar, com as oportunidades e ameaças.

Segundo o professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, o uso da ferramenta Análise SWOT é razoavelmente simples. O mais difícil é identificar os reais pontos fortes e fracos da empresa, as oportunidades mais vantajosas e as ameaças mais importantes.

No encarte do Movimento Empreenda (leia o material completo aqui), ele explica cada um dos quadrantes e o que o empresário precisa levar em conta na hora de responder para, posteriormente, ter uma análise mais precisa do seu negócio, independente do tamanho que possua.

Strengths (pontos fortes): Empreendedores tendem a ser otimistas por natureza. Por isso, reflita bem se o que você está escrevendo neste tópico é um ponto forte real ou se é apenas a sua opinião. Valide sua lista com pessoas que conhecem bem você e o seu negócio. Diversos itens podem ser considerados pontos fortes.

Alguns exemplos: um bom local com muito trânsito de pessoas que formam o público-alvo pode ser um ponto forte para uma loja varejista; ter a patente de um produto ou acesso a um excelente canal de distribuição. Ter uma marca conhecida e querida ou uma equipe realmente comprometida com a estratégia da empresa também são pontos fortes. Não é fácil levantar todos eles, mas tente pensar nas vantagens competitivas de sua empresa.

Weaknesses (pontos fracos): O otimismo excessivo do empreendedor pode impedi-lo de refletir sobre os pontos fracos do negócio. Outros se sentem mais confortáveis se listarem as oportunidades de melhoria (e não os pontos fracos) do seu negócio. Aqui não importa o termo, desde que você reconheça que sua empresa não faz bem tudo aquilo que poderia fazer e/ou poderia fazer muito melhor.

Mesmo as melhores empresas conseguem elaborar uma grande lista de pontos fracos (ou oportunidades de melhoria). Quanto mais esforço em identificar esses pontos, mais sua empresa tende a se tornar melhor, desde que elabore um plano de ação para tratar cada ponto fraco. Neste tópico, liste tudo que está fazendo seu negócio perder vendas ou aumentar os custos (despesas, gastos, perdas).

Opportunities (oportunidades): Muito cuidado ao elaborar a lista deste tópico porque empreendedores veem oportunidades em todos os lugares. Para elaborar a lista, é preciso que a empresa tenha uma estratégica clara, com objetivos, indicadores e metas bem definidos. Isso permitirá fazer com que as oportunidades vislumbradas para o negócio sejam priorizadas de acordo com a estratégia da empresa.

Threats (ameaças): Comece sua lista pelos problemas que o seu negócio pode enfrentar (ou está enfrentando) com a concorrência. Que atitudes de seus concorrentes podem contribuir para reduzir as vendas ou aumentar os custos da sua empresa? Além disso, use outra ferramenta clássica, a Análise PEST, para listar outras ameaças para o seu negócio que podem ter origens políticas, econômicas, sociais e tecnológicas. A Análise PEST também pode ser usada para identificar oportunidades para o seu negócio.

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Preenchi os quadrantes SWOT e agora?

A principal falha no uso da Análise SWOT é imaginar que basta preencher os quadrantes. Esse é só o começo da Análise SWOT. Depois do preenchimento, é preciso analisar o que a empresa poderá (ou deverá) fazer para aproveitar seus pontos fortes e as oportunidades, melhorar seus pontos fracos e tentar extinguir ou minimizar o efeito das ameaças potenciais.

Em outras palavras, é necessário um plano de ação. Então, mãos a obra! Se necessário peça ajuda a terceiros, como pessoas que atuam na empresa e que não possuem contato direto com ela. Geralmente consultores são uma ótima pedida, pois dedicam-se a esses pontos.

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Com informações:

Matriz SWOT: Entenda como usar e as vantagens para sua empresa

Ferramenta: ANÁLISE SWOT

Análise SWOT: o que é?

Dartagnan Costa

Advogado OAB/RS 72.784 Diretor na empresa Dartagnan & Stein Sociedade de Advogados, atuando no Estado do Rio Grande do Sul. Bacharel e Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul Especialista em Direito Tributário pela Universidade Cândido Mendes Especialista em Direito Empresarial do Trabalho pela Universidade Cidade de São Paulo MBA em Direito da Economia e da Empresa pela Fundação Getúlio Vargas

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