A importância de escrever bem

Desde o surgimento da humanidade e, consequentemente da escrita, as pessoas passaram a desenvolver e ganhar extrema relevância nas relações sociais. Afinal, quem tinha mais conhecimento da escrita, se comunicava mais.

Os tempos passaram até chegar aos dias atuais e a escrita continua sendo fundamental. Até porque quem escreve bem, fala melhor ainda, difunde suas ideias com mais clareza e informações.

A cada dia, em um mundo onde a comunicação está presente em todos os lugares, é preciso ir além da simples troca de informações. Contudo é preciso chegar direto na mensagem e se fazer ser entendido.

Para quem atua diariamente com a escrita, e aqui me refiro a jornalistas, escritores, roteiristas para citar alguns, ela é fundamental, pois faz parte da rotina. Mas outras profissões, sejam de exatas ou humanas, a escrita é importante.

E todo mundo parte do básico: se comunicar de forma clara e se fazer entender. E na carreira jurídica ela não fica longe. Para os profissionais dessa ciência, mais do que saber escrever, é preciso ter conhecimento sobre a Língua Portuguesa.

Um profissional que não domina a sua própria língua é desvalorizado e fica fadado ao insucesso. Um advogado que não sabe se comunicar, não sabe interpretar a legislação, não sabe elaborar peças, não é um profissional completo.

Embora possa parecer um pouco absurdo, existem muitos profissionais do Direito que não possuem noções básicas do português. E a partir disso é possível encontrar peças mal-elaboradas, sustentações incoerentes e interpretações sem sentido.

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Dicas para elaborar materiais jurídicos

Para quem já está atuando na área, como advogados, é preciso buscar cursos para aperfeiçoar a língua nativa, – o português, no nosso caso -, e ler. Ler muito é a principal dica para se manter e ter sucesso na profissão.

Já àqueles que estudam, buscam um concurso público, mas não estão atuando, é fundamental estudar o português e suas regras. Embora seja a língua oficial do Brasil, ela é bastante complicada e precisa de atenção.

Para auxiliar nessa missão, replico da revista Exame, 10 conselhos básicos que Reinaldo Passadori, especialista em comunicação verbal e Diogo Arrais, professor de língua portuguesa, separaram para aperfeiçoar a escrita no cotidiano.

1. Saiba do que está falando

Antes de tudo, você precisa conhecer muito bem o tema, o propósito e o objetivo do seu texto. Tal etapa precede o início da redação. “Para que você escreve? Busca informar, motivar, persuadir? Você precisa dessas respostas para começar”, diz Passadori.

2. Use frases curtas

Dar rodeios ou escrever sentenças muito longas pode confundir o seu leitor. Prefira orações breves e simples. “A concisão é a maior aliada da clareza”, diz Passadori.

3. Cuide da pontuação

Um texto mal pontuado tem muitas chances de conter ambiguidades. Sinais gráficos como vírgulas e pontos finais não são decorativos: servem para organizar e, sobretudo, dar sentido à sua mensagem.

4. Prefira a ordem direta

Em nome da clareza, é recomendável construir frases com sujeito, verbo e complemento, nessa sequência. “Escolha sempre a forma mais simples possível de expressar a sua ideia”, diz Arrais.

5. Torne suas ideias palpáveis

Passadori recomenda o uso de metáforas para explicar conceitos abstratos. “Comparações com elementos concretos tornam o seu texto mais compreensível e didático”, explica.

6. Evite abreviaturas e siglas obscuras

Também se recomenda cuidado com formas reduzidas de palavras e expressões. “Na correria do dia a dia, podemos escrever abreviaturas e siglas que não são conhecidas por todos”, explica Arrais. A dica é verificar em dicionários aquelas que são de uso comum na língua portuguesa.

7. Procure não repetir ideias

Arrais recomenda atenção especial às possíveis redundâncias da sua comunicação. “Os pleonasmos viciosos são uma praga da escrita, e podem comprometer muito o sentido de um texto”, alerta o professor.

8. Deixe as emoções de fora

O estresse rotineiro do expediente muitas vezes pode contaminar a expressão escrita, gerando textos confusos e truncados. “É importante buscar serenidade e equilíbrio emocional na hora de concatenar ideias no papel”, aconselha Passadori.

9. Saiba o verdadeiro significado das palavras

Usar palavras difíceis – sobretudo aquelas cujo significado nem você conhece – é outro convite ao mal-entendido. O remédio é a leitura frequente. “Além de literatura em geral, buscar obras ligadas à sua área profissional contribui com vocabulário técnico”, aconselha Arrais.

10. Conheça o seu público-alvo

O que é claro para alguns pode não ser para outros, segundo Passadori. O nível de familiaridade do seu leitor com o tema do seu texto, por exemplo, determinará se ele pode ou não conter certas alusões, termos técnicos, entre outros elementos.

Com informações: 

Revista Exame (Leia aqui)

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Dartagnan Costa

Advogado OAB/RS 72.784 Diretor na empresa Dartagnan & Stein Sociedade de Advogados, atuando no mercado do Rio Grande do Sul. Bacharel e Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul Especialista em Direito Tributário pela Universidade Cândido Mendes Especialista em Direito Empresarial do Trabalho pela Universidade Cidade de São Paulo MBA em Direito da Economia e da Empresa pela Fundação Getúlio Vargas

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